Roteiro para a Quarta-Feira de Cinzas
- 15/02/2021
- By Admin: Diocese de Nacala
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DIOCESE DE NACALA
ROTEIRO PARA A QUARTA-FEIRA DE CINZAS
Imposição das cinzas nas familias
Orientador: Em nome do Pai, do Filho e do Espirito Santo. R. Amém
Orientador: Irmãos, bendigamos ao Senhor que na sua bondade nos convida a participar nestz celebração. R: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
Oremos:
Concedei-nos Senhor a graça de começar, com santo jejum este sagrado tempo da Quaresma, para que no combate com o Espirito do mal sejamos fortalecidos com o auxílio da temperança. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. R: Amém
Liturgia da Palavra
Leitura da Profecia de Joel (Joel 2, 12-18)
Diz agora o Senhor: Convertei-vos a Mim de todo o coração, com jejuns, lágrimas e lamentações. Rasgai o vosso coração e não os vossos vestidos. Convertei-vos ao Senhor, vosso Deus, porque Ele é clemente e compassivo, paciente e misericordioso, pronto a desistir dos castigos que promete. Quem sabe se Ele não vai reconsiderar e desistir deles, deixando atrás de Si uma benção, para oferenda e libação ao Senhor vosso Deus? Tocai a trmbeta em Sião, ordenai um jejum, proclamai uma reunião sagrada. Reuni o povo, convocai a Assembleia, congregai os anciãos, reuní os jovens e as crianças.
Saia o esposo do seu aposento e a esposa do seu tálamo. Entre o vestíbulo e o altar, chorem os sacerdotes, ministros do Senhor, dizendo: Perdoai, Senhor perdoai ao vosso povo e não entregueis a vossa herança à ignomínia e ao escárnio das nações. Porque diriam entre os povos: onde está o seu Deus? O Senhor encheu-se de zelo pela sua terra e teve compaixão do seu povo. Palavra do Senhor
R: Graças a Deus
Segue-se uma breve partilha
Imposição das Cinzas
De seguida a benção das cinzas
Irmãos caríssimos, oremos fervorosamente a Deus nosso Pai, para que se digne abençoar com a abundância da sua graça estas cinzas que vamos a impor sobre as nossas cabeças em sinal de penitência:
Breves momentos de silencio e segue-se a oração de benção
Orientador: Senhor nosso Deus, que vos compadeceis daquele que se humilha e perdoáis àquele que se arrepende, ouvi misericordiosamente as nossas preces e derramai a vossa benção + sobre os vossos servos que vão receber estas cinzas para que fiéis à obserância quaresmal mereçam chegar, de coração purificado, à celebração do misterio pascal do vosso Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele que é Deus conosco na unidade doEspirito Santo. R: Amem
Segue-se a imposição das cinzas com as seguintes palavras: Arrependei-vos e acreditai no Evangelho (Mc 1,15)
Segue-se a oração do Pai Nosso
E de seguida o Presidente dá a Benção final
Orientador: O Senhor nos abençoe nos livre de todo o mal e nos conduza a vida eterna. R: Amem
Orientador: Bendigamos ao Senhor. R: Graças a Deus.
Textos da Mensagem da Quarema 2021 do Papa Francisco
«Vamos subir a Jerusalém…» (Mt 20, 18).
Quaresma: tempo para renovar fé, esperança e caridade.
O jejum, a oração e a esmola – tal como são apresentados por Jesus na sua pregação (cf. Mt 6, 1-18) – são as condições para a nossa conversão e sua expressão. O caminho da pobreza e da privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola) e o diálogo filial com o Pai (a oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera, uma esperança viva e uma caridade operosa.
- A fé chama-nos a acolher a Verdade e a tornar-nos suas testemunhas diante de Deus e de todos os nossos irmãos e irmãs
A Quaresma é um tempo para acreditar, ou seja, para receber a Deus na nossa vida permitindo-Lhe «fazer morada» em nós (cf. Jo 14, 23). Jejuar significa libertar a nossa existência de tudo o que a atravanca, inclusive da saturação de informações – verdadeiras ou falsas – e produtos de consumo, a fim de abrirmos as portas do nosso coração Àquele que vem a nós pobre de tudo, mas «cheio de graça e de verdade» (Jo 1, 14): o Filho de Deus Salvador.
- A esperança como «água viva», que nos permite continuar o nosso caminho
A samaritana, a quem Jesus pedira de beber junto do poço, não entende quando Ele lhe diz que poderia oferecer-lhe uma «água viva» (cf. Jo 4, 10-12); e, naturalmente, a primeira coisa que lhe vem ao pensamento é a água material, ao passo que Jesus pensava no Espírito Santo, que Ele dará em abundância no Mistério Pascal e que infunde em nós a esperança que não desilude.
No contexto de preocupação em que vivemos atualmente onde tudo parece frágil e incerto, falar de esperança poderia parecer uma provocação. O tempo da Quaresma é feito para ter esperança, para voltar a dirigir o nosso olhar para a paciência de Deus, que continua a cuidar da sua Criação, não obstante nós a maltratarmos com frequência (cf. Enc. Laudato si’, 32–33.43–44). É ter esperança naquela reconciliação a que nos exorta apaixonadamente São Paulo: «Reconciliai-vos com Deus» (2 Cor 5, 20). Recebendo o perdão no Sacramento que está no centro do nosso processo de conversão, tornamo-nos, por nossa vez, propagadores do perdão: tendo-o recebido nós próprios, podemos oferecê-lo através da capacidade de viver um diálogo solícito e adotando um comportamento que conforta quem está ferido. O perdão de Deus, através também das nossas palavras e gestos, possibilita viver uma Páscoa de fraternidade.
No recolhimento e oração silenciosa, a esperança é-nos dada como inspiração e luz interior, que ilumina desafios e opções da nossa missão; por isso mesmo, é fundamental recolher-se para rezar (cf. Mt 6, 6) e encontrar, no segredo, o Pai da ternura.
- A caridade, vivida seguindo as pegadas de Cristo na atenção e compaixão por cada pessoa, é a mais alta expressão da nossa fé e da nossa esperança
A caridade alegra-se ao ver o outro crescer; e de igual modo sofre quando o encontra na angústia: sozinho, doente, sem abrigo, desprezado, necessitado… A caridade é o impulso do coração que nos faz sair de nós mesmos gerando o vínculo da partilha e da comunhão.
A caridade é dom, que dá sentido à nossa vida e graças ao qual consideramos quem se encontra na privação como membro da nossa própria família, um amigo, um irmão. O pouco, se partilhado com amor, nunca acaba, mas transforma-se em reserva de vida e felicidade. Aconteceu assim com a farinha e o azeite da viúva de Sarepta, que oferece ao profeta Elias o bocado de pão que tinha (cf. 1 Rs 17, 7-16), e com os pães que Jesus abençoa, parte e dá aos discípulos para que os distribuam à multidão (cf. Mc 6, 30-44). O mesmo sucede com a nossa esmola, seja ela pequena ou grande, oferecida com alegria e simplicidade.
Viver uma Quaresma de caridade significa cuidar de quem se encontra em condições de sofrimento, abandono ou angústia por causa da pandemia de Covid-19. Neste contexto de grande incerteza quanto ao futuro, lembrando-nos da palavra que Deus dera ao seu Servo – «não temas, porque Eu te resgatei» (Is 43, 1) –, ofereçamos, juntamente com a nossa obra de caridade, uma palavra de confiança e façamos sentir ao outro que Deus o ama como um filho.